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Obesidade Infantil

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Uma Preocupação Mundial

A atividade física incentiva o compromisso da criança no controle alimentar e propicia a melhora da auto-estima.

Apresentação

Numa época em que a humanidade se preocupa com a falta de alimentos e a subnutrição, quem poderia imaginar que a obesidade atingiria índices tão alarmantes? A doença tem avançado significativamente no mundo e no Brasil, especialistas observaram uma relevante diminuição da desnutrição nos últimos vinte anos, principalmente se comparada ao notável aumento da obesidade.

Uma recente pesquisa realizada pela Universidade Federal do Paraná – UFPR mostra que os nossos índices (41%) para a obesidade infantil estão se aproximando dos encontrados nos Estados Unidos (45%), conforme relatado pela ABESO (Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica).

A Obesidade

A obesidade é uma doença crônica, classificada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), como epidêmica. Em função dela, outras doenças são desencadeadas como diabetes, hipertensão e dislipidemia. O que mais preocupa é que até pouco tempo atrás apenas os adultos estavam sujeitos a elas. Os danos causados pela obesidade podem ser desde um atraso no desenvolvimento motor, que não causa grandes transtornos, até patologias irreversíveis como o Diabetes tipo 2, que acometia apenas adultos e hoje pode ser diagnosticada em crianças com 10 anos.

Defini-se por obesidade o excesso de tecido gorduroso na massa corporal.  Na maior parte dos países desenvolvidos, o principal distúrbio alimentar não é a deficiência de nutrientes essenciais, mas o excesso de gordura no organismo. E qual seria a causa disso? Normalmente a falta de atividade física combinada com a ingestão exagerada de alimentos gordurosos. No caso das crianças, a velocidade com que a gordura se acumula no corpo é muito variável. Às vezes, a criança parece ter muita gordura corporal, mas esta condição é temporária. Quando o bebê nasce, a gordura de seu corpo representa apenas 15%. Esse valor pode aumentar até 26% até os seis meses de vida, diminuindo à medida que a criança vai crescendo, voltando aos 15% por volta dos seis anos.

A pesquisa realizada entre 2007 e 2008, em Curitiba, através de avaliações físicas em crianças na faixa etária entre 08 de 17 anos, revelou que 41% das crianças analisadas se encontram acima do peso e dessas, 35% apresentam obesidade severa, com comprometimento patológico.

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Protocolo utilizado: SLAUGHTER (Pré-púberes e Púberes)

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Protocolo utilizado: SLAUGHTER (Pré-púberes e Púberes)

Obesidade Infantil: O tratamento

A atividade física tem muitos efeitos positivos no corpo humano e que muitas condições patológicas inclusive a obesidade podem ser minimizadas pela sua pratica.

A inatividade é uma causa importante da obesidade, podendo ser, de fato um fator de maior relevância do que alimentação exagerada para desenvolvimento dessa patologia, e por essa razão, o exercício deve ser reconhecido como um componente essencial de qualquer programa de tratamento e controle de peso.

Efeitos corporais do exercício:

A dieta isolada propicia, sem dúvida, um balanço energético negativo para o controle de peso, assim como o exercício físico isolado, visto que a criança pode estar reduzindo sua ingestão calórica em 1.000 kcal (por exemplo) durante as vinte e quatro horas do dia, mas ficaria muito difícil essa mesma criança aumentar seu gasto energético com atividade física em 1.000 kcal por dia. Portanto, a curto prazo a restrição calórica combinada às atividades físicas favorece a perda de peso.

Entretanto, indivíduos que realizam dieta por um período prolongado diminuem o metabolismo de repouso, e há perda de massa magra, podendo assim “estacionar” seu peso e até mesmo voltar a aumentar o peso.

Assim, podemos sugerir que crianças obesas realizem atividades leves e/ou moderadas, as quais propiciam vias metabólicas oxidativas e conseqüentemente utilização da gordura como predominância de substrato energético, podendo, com isso, aumentar o tempo de realização das sessões de exercício. Portanto, a prática regular de atividade física pode interferir positivamente no balanço energético, como também prevenir e tratar o quadro de fatores de risco associados à obesidade.

Profª. Solange Carvalho

Fisiologista

Especialista em Obesidade

CREF nº 03330/PR


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